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segunda-feira, 7 de julho de 2008

QUER SABER ONDE MORO ?

MEU ENDEREÇO
Interpretada por: Cezar & Paulinho
Compositor: Desconhecido

Eu vou lhe dar o endereço onde moro
Sera meu gosto se voce me visitar
Pelo caminho onde a juriti passeia
Mais o menos légua e meiaÉ ali o meu lugar
O sol penetra entre as folhas da candeia
Vai formando na areia mil desenhos pelo chão
E logo adiante quando ralear o mato
Pode tirar o sapato pra passar o ribeirão
Meu endereço não tem rua asfaltada
Não tem farol de parada
Nen tão pouco contra mão
É a lua branca o farol da avenida
Clareando a estrada batida
Que existe no meu sertão
A grama verde é o tapete da chegada
O gado manso ruminando no curral
O vento agita a copada da palmeira
Como se fosse bandeira hasteada em meu quintal
Não bata forte quando passar a porteira
Que a pancada da madeira machuca meu coração
Lembra a batida que alguem deu na despedida
Fazendo da minha vida morada da solidão
Meu endereço não tem rua asfaltada
Não tem farol de parada
Nen tão pouco contra mão
É a lua branca o farol da avenida
Clareando a estrada batida
Que existe no meu sertão"

JEITÃO DE CABOCLO - Hino do Caipira

Se eu pudesse voltar aos bons tempos de criança
Reviver a juventude com muita perseverança
Morar de novo no sítio na casa de alvenaria
Ver os pássaros cantando quando vem rompendo o dia
Eu voltaria a rever o pé de manjericão
A curruila morando lá no oco do mourão
Os bezerros do piquete e nossas vacas leiteiras
O papai tirando leite bem cedinho na mangueira
Eu voltaria a rever o ribeirão Taquari
Com suas águas bem claras onde eu pesquei lambari
O nosso carro de boi, o monjolo e a moenda,
As vacas Maria-Preta, Tirolesa e a Prenda
Na varanda tábua grande cheia de queijo curado
E mamãe assando pão no forno de lenha ao lado
Nossa reserva de mato, linda floresta fechada
As trilhas fundas do gado retalhando a invernada
Queria rever o sol com seus raios florescentes
Escondendo atrás da serra roubando o dia da gente
O pé de dama-da-noite junto ao mastro de São João
Que até hoje perfumam a minha imaginação
O caso é que eu não posso fazer o tempo voltar
Sou um cocão sem chumaço que já não pode cantar
Hoje eu vivo na cidade perdendo as forças aos poucos
Mas não consigo perder o meu jeitão de caboclo.