O PAPA QUE MAIS VIAJOU ANUNCIANDO O EVANGELHO.
AS VIAGENS DO PAPA JOÃO PAULO II
Após 26 anos, 5 meses e 17 dias de Pontificado, João Paulo II realizou 104 viagens apostólicas fora da Itália, a que se juntam 146 nesse país.
Visitou 129 países diferentes e mais de mil cidades, num total de 1.162.008 quilómetros percorridos, suficientes para mais de três viagens entre a terra e a lua e 29 voltas à terra.
Nestas viagens pronunciou mais de 3 mil discursos e esteve fora do Vaticano um total de 790 dias correspondentes a dois anos e três meses.
1979República Dominicana, México e Bahamas Polónia Vêneto (Itália)Loreto e Ancona (Itália) Irlanda Estados Unidos da AméricaPompeia e Nápoles (Itália)Turquia
1980Zaire, Rep. Congo, Quénia, Alto Volta, Costa do Marfim França Brasil Alemanha Federal Nápoles, Potenza, Balvano, Avellino (Itália)
1981Paquistão, Filipinas e Guam (EUA), Japão e Anchorage (EUA)
1982Nigéria, Benin, Gabão e Guiné Equatorial Portugal Grã-Bretanha Brasil e Argentina Genebra (Suíça)República de San Marino, Rímini (Itália)Espanha
1983Lisboa Costa Rica, Nicarágua, Panamá, El Salvador, Guatemala, Honduras, Belize e Haiti Polónia Lourdes (França)Áustria
1984Coreia, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Tailândia Suíça Canadá Zaragoza (Espanha), Santo Domingo (República Dominicana) e San Juan (Porto Rico)
1985Venezuela, Equador, Peru e Trinidad e Tobago Loreto (Itália)Holanda, Luxemburgo e Bélgica Togo, Costa do Marfim, Camarões, República Centro-Africana, Zaire, Quénia e Marrocos Suíça
1986Índia Colômbia e Sta. Lúcia França Assis (Itália)Bangladesh, Singapura, Ilhas Fidji, Nova Zelândia, Austrália e Seychelles
1987Uruguai, Chile e Argentina Alemanha Federal Polónia Estados Unidos da América e Canadá
1988Uruguai, Bolívia, Paraguai e Peru Áustria Zimbabwe, Botswana, Lesoto, Suazilândia e Moçambique Instituições Europeias de Estrasburgo e às Dioceses de Estrasburgo, Metz e Nancy (França)
1989Madagáscar, La Réunion, Zâmbia e Malawi Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca e Suécia Santiago de Compostela e Astúrias (Espanha)Coreia, Indonésia e Maurícias
1990Cabo Verde, Guiné Bissau, Mali, Burkina-Fasso e Chade Checoslováquia México e a Curaçao Malta Tanzânia, Burundi, Ruanda e Costa do Marfim
1991Portugal Polónia (Czestochowa)Hungria Brasil
1992Senegal, Gâmbia e Guiné Angola e São Tomé e Príncipe Santo Domingo (República Dominicana)
1993Benin, Uganda e Sudão Albânia Espanha Jamaica, México (Mérida) e Estados Unidos (Denver) Lituânia, Letónia e Estónia
1994Zagreb (Croácia)
1995Filipinas, Papua Nova Guiné, Austrália e Sri Lanka República Checa Bélgica e Eslováquia Loreto (Itália)Camarões, África do Sul e Quénia Estados Unidos da AméricaPalermo (Itália)
1996Guatemala, Nicarágua, El Salvador e Venezuela Tunísia Eslovénia Alemanha Hungria França
1997Sarajevo (Croácia)República Checa Líbano Polónia Paris (França) Bolonha (Itália)Rio de Janeiro (Brasil)
1998Umbria e Marcas (Itália) Cuba Nigéria Vercelli e Turim (Itália) Áustria Chiávari e Bréscia (Itália)Croácia
1999México e Estados Unidos RoméniaAncona (Itália) Polónia Eslovénia Índia e Geórgia
2000Monte SinaiTerra SantaFátima
2001Peregrinação Jubilar "Seguindo os passos de São Paulo Apóstolo": Grécia, Síria e Malta Ucrânia Frosinone (Itália)Cazaquistão e Arménia
2002Assis Ísquia (Itália)Azerbaijão e Bulgária Canadá, Guatemala e México Polónia
2003Espanha Croácia Bósnia-Herzegovina Eslováquia Pompeia (Itália)
2004SuíçaFrançaLoreto (Itália)
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
OS VIGÁRIOS DE PIRACICABA DE 1774 A 1900
Os vigários, de 1774 a 1900
Autoria: Cecílio Elias Netto
Povoadores e vigários não se entendiam
Desde a fundação, uma das sagas piracicabanas foi a nomeaçào de vigários que, àquela época, tinham importância vital para a comunidade, tanto no aspecto religioso como, também, no legal. Batizados, casamentos, óbitos tinham validade oficial. E os vigários exerciam quase total força política, muitos deles tendo-se tornado grandes e poderosos proprietários de terra.
O primeiro vigário -- de 1774 a 1775 -- foi o Padre João Manoel da Silva.
De 1775 a 1784, por força de grandes conflitos políticos, a paróquia permaneceu vaga, o mesmo ocorrendo no período 1786/1787 e um outro, ainda mais longo, de 1788 a 1798. Houve vacância, também, em 1803/1804.
Até 1900, foram os seguintes os vigários que substituíram o Padre João Manoel da Silva: Frei Thomé de Jesus (1784/1786) padre José Francisco de Paula (1798/1802), padre Joaquim Manoel Fiusa (1802/1803), padre Manoel Joaquim do Amaral gurgel (1804/1816), padre Manoel José de França (1816/1849), padre José Gomes Perira da Silva (1849/1859), padre Joaquim Cypriano de Caargo, (1859/1868), padre Francisco Galvão Paes de Barros (1869/1898) padre Alarico Zacharias (1898/1900).
Muitos deles deixaram descendência, com filhos nascidos em Piracicaba. As grandes figuras -- com notável influência na sociedade -- foram Frei Thomé de Jesus, padre Manoel Joaquim do Amaral Gurgel, padre Manoel José de França e padre Francisco Galvão Paes de Barros.
Autoria: Cecílio Elias Netto
Povoadores e vigários não se entendiam
Desde a fundação, uma das sagas piracicabanas foi a nomeaçào de vigários que, àquela época, tinham importância vital para a comunidade, tanto no aspecto religioso como, também, no legal. Batizados, casamentos, óbitos tinham validade oficial. E os vigários exerciam quase total força política, muitos deles tendo-se tornado grandes e poderosos proprietários de terra.
O primeiro vigário -- de 1774 a 1775 -- foi o Padre João Manoel da Silva.
De 1775 a 1784, por força de grandes conflitos políticos, a paróquia permaneceu vaga, o mesmo ocorrendo no período 1786/1787 e um outro, ainda mais longo, de 1788 a 1798. Houve vacância, também, em 1803/1804.
Até 1900, foram os seguintes os vigários que substituíram o Padre João Manoel da Silva: Frei Thomé de Jesus (1784/1786) padre José Francisco de Paula (1798/1802), padre Joaquim Manoel Fiusa (1802/1803), padre Manoel Joaquim do Amaral gurgel (1804/1816), padre Manoel José de França (1816/1849), padre José Gomes Perira da Silva (1849/1859), padre Joaquim Cypriano de Caargo, (1859/1868), padre Francisco Galvão Paes de Barros (1869/1898) padre Alarico Zacharias (1898/1900).
Muitos deles deixaram descendência, com filhos nascidos em Piracicaba. As grandes figuras -- com notável influência na sociedade -- foram Frei Thomé de Jesus, padre Manoel Joaquim do Amaral Gurgel, padre Manoel José de França e padre Francisco Galvão Paes de Barros.
PAPA PIO X tinha uma irmã aqui em Piracicaba
A irmã piracicabana do Papa Pio X
Autoria: Cecílio Elias Netto
O Papa foi santificado e o sobrinho era cocheiro dos Moraes Barros
O Papa Pio X governou a Igreja Católica de 1903 a 1904. Ele foi canonizado em 1954, tornando-se o primeiro papa santo da Igreja no século XX. Seu nome civil era Giuseppe Melchiorre Sarto.
No livro de memórias do agrônomo Francisco Iglesias, há uma significativa informação a respeito da família Sarto de Piracicaba. O cocheiro que conduzia a suntuosa carruagem de Paulo de Moraes Barros - político nacionalmente conhecido, sobrinho de Prudente de Moraes - chamava-se Pedro Sarto.
Segundo o memorialista Iglesias, Pedro Sarto sempre afirmar ser sobrinho do Papa Pio X, já que sua mãe era irmã de Sua Santidade. A mãe de Pedro, conforme narrativa de Iglesias, era uma senhora mirrada, que fazia faxina nas residências particulares. E Francisco Iglesias revela que apenas passou a acreditar no parentesco de Pedro Sarto com o Papa depois que o jornal "O Estado de São Paulo" publicou, em 1910, a notícia de que se havia transferido para Roma a "irmã do Papa, uma senhora que residiu em Piracicaba por muitos anos."
Para Iglesias, a velhinha, que andava pelas ruas piracicabanas com a vassoura nas mãos, era realmente a irmã do Papa Pio X que ficou santo. Mas, dela, ficou apenas o sobrenome Sarto, pois não se sabe exatamente onde seu corpo foi sepultado.
Autoria: Cecílio Elias Netto
O Papa foi santificado e o sobrinho era cocheiro dos Moraes Barros
O Papa Pio X governou a Igreja Católica de 1903 a 1904. Ele foi canonizado em 1954, tornando-se o primeiro papa santo da Igreja no século XX. Seu nome civil era Giuseppe Melchiorre Sarto.
No livro de memórias do agrônomo Francisco Iglesias, há uma significativa informação a respeito da família Sarto de Piracicaba. O cocheiro que conduzia a suntuosa carruagem de Paulo de Moraes Barros - político nacionalmente conhecido, sobrinho de Prudente de Moraes - chamava-se Pedro Sarto.
Segundo o memorialista Iglesias, Pedro Sarto sempre afirmar ser sobrinho do Papa Pio X, já que sua mãe era irmã de Sua Santidade. A mãe de Pedro, conforme narrativa de Iglesias, era uma senhora mirrada, que fazia faxina nas residências particulares. E Francisco Iglesias revela que apenas passou a acreditar no parentesco de Pedro Sarto com o Papa depois que o jornal "O Estado de São Paulo" publicou, em 1910, a notícia de que se havia transferido para Roma a "irmã do Papa, uma senhora que residiu em Piracicaba por muitos anos."
Para Iglesias, a velhinha, que andava pelas ruas piracicabanas com a vassoura nas mãos, era realmente a irmã do Papa Pio X que ficou santo. Mas, dela, ficou apenas o sobrenome Sarto, pois não se sabe exatamente onde seu corpo foi sepultado.
CAPUCHINHOS DE PIRACICABA
Igreja dos Frades: arte e história de um dos mais belos templos paulistasFonte: Estudos e anotações de GUILHERME VITTI
Autoria: Cecílio Elias Netto
É um patrimônio artístico que dá mais beleza e serenidade à fé, encantando os que estão em seu interior.
Piracicaba dificilmente se refere à Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Para a população é, ainda, a "Igreja dos Frades". E isso remete ao carinho e respeito que os frades capuchinhos conquistaram junto à população, desde a sua instalação, em Piracicaba, no ano de 1890. O Prof .Guilherme Vitti foi um dos estudiosos dessa longa história dos capuchinhos,especialmente da atuação deles em Santana e Santa Olímpia. Aliás, quanto à ação missionária dos "capuchinhos trentinos" àqueles dois importantes distritos do município, é importante o estudo de Glaura Maria Miné Paiva Leone, para obtenção do grau de mestre em Ciências de Religião, na PUC-SP, em 1993, em dissertação intitulada "Sob o olhar dos capuchinhos." Guilherme Vitti faz uma observação importante: "a fachada não revela todo o esplendor da igreja". A obra é monumental. Após a sua plena aceitação em Piracicaba, os capuchinhos dispuseram-se, três anos após a sua chegada - em 1893, portanto - a construir uma igreja própria, onde pudessem dedicar- se, inteiramente, à sua missão apostólica. A vinda deles ao Brasil havia sido uma resposta ao insistente pedido à ordem franciscana dos imigrantes "italianos do Norte e do Tirol". Em Piracicaba, os frades oficiavam suas celebrações na Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, que lhes fora cedida pelas irmãs de São José. Adquirido o terreno, a planta da igreja foi elaborada pelo arquiteto S. Madein, natural do Tirol e, imediatamente, as contribuições dos fiéis surgiram. (Ilustração: São Lodovico, Bispo de Soloza.Óleo sobre tela, de Frei Paulo Maria de Sorocaba.) No dia 1º de janeiro de 1893, era lançada a primeira pedra, tendo dirigido a função o agora lendário frei Félix Dallavale. No ato, segundo Guilherme Vitti, discursou o então famoso Padre Francisco Galvão, vigário da Matriz de Santo Antônio, completando-se a cerimônia com um sermão considerado "fogoso" de Frei Luiz de Santiago. O conteúdo integral do sermão está lançado no Livro do Tombo dos Capuchinhos, de autoria de frei Damião de Grumes. A construção O construtor responsável pelos trabalhos foi o piracicabano Luís Morandi, auxiliado pelos pedreiros também piracicabanos, e tidos como exímios profissionais, Carlos Adâmoli e Antônio Del Fávero. O projeto, no entanto, precisou ser modificado pois, a uma certa altura das paredes, surgiu grave ameaça de desabamento, dada a fragilidade dos alicerces. E o problema se agravou porque, inexplicavelmente, o engenheiro S. Madein desapareceu da cidade. Coube aLuís Morandi a responsabilidade de resolver o problema, solução vinda com a construção de capelas laterais à nave central. Enquanto prosseguia a construção, um irmão leigo muito piedoso, Frei Caetano de Pietra Murata, arrecadava esmolas por todo o município de Piracicaba e pelas cidades da região. O impulso decisivo para a edificação aconteceu através do testamento de uma senhora piedosa, Dona Carolina - cujo sobrenome Guilherme Vitti não cita - que deixou a importância de 94 contos de réis para as obras. Foi de tal forma decisiva a doação que, no dia 10 de dezembro de 1895, o Bispo D. Joaquim Arcoverde fazia a bênção da igreja, mesmo que ainda inacabada. Festa tirolesa A inauguração da Igreja dos Frades foi, na verdade, uma "festa tirolesa". Com a presença de autoridades civis e religiosas, benfeitores e o povo realizou-se grande almoço ao ar livre. O destaque foi a presença do cônsul da Áustria. Mas toda a alegria ficou por conta dos tiroleses que eram, então, colonos da Fazenda Monte Alegre. Cantaram músicas do Tirol e, de maneira entusiástica, o hino nacional do Império Austríaco. A missa, solene, foi oficiada pelo Bispo Arcoverde. Foi durante a cerimônia de inauguração que se dedicou a nova igreja ao Sagrado Coração de Jesus. O término do templo deu-se em 1898, quando se colocaram, no topo da fachada, a imagem do Sagrado Coração de Jesus (no meio, com 2,50 m.), ladeada pelas estátuas de São Pedro e São Paulo, com 1,23 m. O escultor das estátuas foi o pedreiro Antônio de Favero que, sob a direção do desenhista Luís Facchini, as fez com tijolos e cimento. Detalhes e estilo O estilo da igreja é um misto do toscano, do jônico e do romano. A nave central tem 25 m. de altura por 30 m. de comprimento e 12 m. de largura. As capelas laterais, três de cada lado, medem 9 m. de comprimento por 6 m. de largura. O presbitério tem 8 m. de comprimento, por 7,70 m. de largura e altura de 22 m. Os coros laterais, em continuação das capelas, medem 9 m. por 8 m. e as tribunas ficam acima deles. O esplêndido altar-mór é de estilo toscano. Segundo Guilherme Vitti, "a imagem do Sagrado Coração de Jesus, pompeando nele, é de papelão 'Pierre', uma doação das devotas Dona Eudóxia e Maria Pinto de Almeida". Trata-se de destacadas mulheres piracicabanas, filântropas, da época, da família de José Pinto de Almeida, grande benemérito da Santa Casa de Misericórdia. Em 1900, ficou pronto o tabernáculo do altar-mór, construído pelos irmãos Trentini, de Taubaté, ao preço de 4 contos de réis. O púlpito foi esculpido por Antônio Spinelli, com ajuda do marceneiro Emílio Adâmoli, custando 3 contos de réis. E foram eles, também, que esculpiram os altares das capelas laterais, por 6 contos de réis, misturando estilos toscano, romano e da renascença. Em 1902, chegaram, da Europa, os santos de madeira esculpidos pelo entalhador tirolês, Antônio Tavella de Gardena. São as imagens de São Francisco, Santo Antônio, São Félix, São Fidélis, São Luís de França, Santa Isabel, Santa Clara e São Benedito, ao preço aproximado de 6 contos de réis. A imagem de Santo Antônio foi paga por Antônio Morato, pai de Francisco Morato, e a Ordem Terceira pagou as imagens de São Luís e Santa Isabel. A fachada da igreja foi pintada pelo também lendário frei Paulo de Sorocaba, em 1915, tendo como serventes Plácido Zenatti e Eriberto Zabrecato, um espanhol. Emílio Adâmoli projetou e construiu os andaimes, que custaram 900 mil réis. E foi, também, Frei Paulo, com os mesmos Zenatti e Zabrecato, quem fez a pintura do presbitério e do altar-mór, de 1916 a 1917, além de idealizar os respiradouros das paredes, que melhoraram a acústica e a ventilação. Em 1917, Frei Paulo de Sorocaba pintou o quadro de São Francisco recebendo os estigmas, obra que mede 3 m. por 2 m., transformando a Igreja dos Frades num dos mais belos e artísticos templos religiosos do Estado de São Paulo.
IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA BRASILEIRA
A Igreja Católica Apostólica Brasileira ou "Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras" (ICAB), têm lançado confusão no público, pois pretendem guardar a aparência de Igreja Católica e facilitam a praxe religiosa dos seus seguidores. - Daí a conveniência de uma análise precisa do fenômeno.
1. Origem da ICAB
A "Igreja Católica Apostólica Brasileira" (ICAB) tem como fundador D. Carlos Duarte Costa. Este nasceu aos 21 de julho de 1888 no Rio de Janeiro e recebeu a ordenação sacerdotal a 1º de abril de 1911. Aos 4 de julho de 1924 foi nomeado bispo de Botucatu (SP). Pouco feliz foi o governo do novo prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada (devoções pouco condizentes com a reta fé); também enfrentou problemas de administração financeira e de embates políticos. Em conseqüência foi afastado de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África Ocidental); fixou então residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 o Brasil entrou em guerra contra o nazi-fascismo; nessa ocasião o bispo apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes "fascistas, nazistas e falangistas"; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita; prefaciou elogiosamente o livro "O Poder Soviético" de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em conseqüência, foi preso como comunista e enviado a uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede.
Diante dos rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas procuraram apaziguá-lo. Como isto não desse resultado, D. Carlos em 1944 foi suspenso de ordens, isto é, perdeu a autorização para exercer as funções do sagrado ministério. Esta medida de nada serviu; por isto D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945; neste mesmo dia resolveu fundar a sua Igreja, dita "Igreja Católica Apostólica Brasileira". Em vista desta atitude, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado vitandus (= a ser evitado) aos 3 de julho de 1946.
Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do "Partido Socialista Cristão", sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo Partido.
D. Carlos promoveu direta ou indiretamente a ordenação de numerosos "bispos" e "presbíteros", cuja formação doutrinária e cultural era precária. O infeliz prelado veio a falecer aos 26 de março de 1961; terminou a vida de maneira desvairada, obcecado por paixões, que se exprimiam em injúrias através do seu jornal "LUTA". Todavia um Concílio Nacional da ICAB, aos 6 de julho de 1970, chegou a atribuir-lhe o título de "Santo": "São Carlos Duarte"!
2. Doutrina e atuação da ICAB
Em matéria de doutrina, a ICAB procura reproduzir a da Igreja Católica, excluindo (como se compreende) o primado de Pedro... A sua mensagem teológica é muito diluída, visão que os seus orientadores pouco estudam. Vários destes são homens que tentaram chegar ao sacerdócio na Igreja Católica, mas, por um motivo ou outro, não o conseguiram; então passaram-se para a ICAB, onde o estudo e o acesso às ordens sagradas lhes foram extremamente facilitados. Infelizmente nota-se nos membros da hierarquia e nos fiéis da ICAB certo oportunismo, ou seja, a procura de atender a interesses pessoais: ordenação "sacerdotal" ou "episcopal", lucros financeiros mediante celebração do culto, "casamento" facilitado em favor de pessoas já casadas, "batizados" sem preparação dos pais e padrinhos... Dir-se-ia que a ICAB procura adeptos a todo e qualquer preço; lê-se, por exemplo, na Lista Telefônica de assinantes classificados do Rio de Janeiro:
"ICAB, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Paróquia São Jorge: casamento com ou sem efeito civil de pessoas solteiras, desquitadas e divorciadas. Crismas. Consagrações. Também em residências ou Clubes Realengo, Piraquara".
Dado que a ICAB se adapta às diversas oportunidades de crescer, há atualmente muitos ramos da mesma independentes uns dos outros, o que sugere a denominação "Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras" em vez de "Igreja Brasileira".
O que dá certo êxito a essa corrente religiosa, são os dois seguintes fatores:
1) A reprodução dos ritos e a conservação dos símbolos (inclusive da linguagem) da Igreja Católica. Muitas pessoas não conseguem distinguir entre a Igreja Católica e a Igreja Brasileira. Parece haver a intenção de guardar em tudo as aparências da Igreja Católica entre os responsáveis das Igrejas Brasileiras.
2) O procedimento facilitário e oportunista dos mentores da ICAB. Esta não apresenta normas definidas de Direito Eclesiástico, de modo que os seus ministros são capazes de "legitimar" religiosamente qualquer situação ilegal daqueles que os procuram. Este comportamento facilitário é, naturalmente, fonte de dinheiro, pois a ICAB sabe prevalecer-se da generosidade dos fiéis. A exploração se torna ainda mais fácil em virtude da ignorãncia religiosa de muitos cidadãos brasileiros.
A falta de estrutura doutrinária e disciplinar das Igrejas Brasileiras lhes tira a coesão desejável e faz que não tenham quase significado no cenário público do Brasil; apesar disto, conseguem penetrar dentro da população desprevenida da nossa Pátria, favorecendo o ecleticismo e solapando a vitalidade religiosa de muitos católicos.
A propósito pergunta-se:
3. Qual a validade dos ritos da ICAB?
Respondemos em três etapas:
3.1. A eficácia dos Sacramentos
a) Um sacramento é um rito mediante o qual Cristo comunica as graças da Redenção ex opere operato, ou seja, desde que o ministro respectivo aplique a matéria (água, pão, vinho, óleo) e a forma devida (as palavras que indicam o efeito da matéria).
b) Os sacramentos não são eficazes ou não conferem a graça em virtude da santidade do homem (sacerdote, bispo) que os administra mas sim por ação do próprio Cristo, que se serve do homem como instrumento de sua obra redentora. Todavia, para a validade do sacramento, requer-se que:
- O ministro tenha sido validamente ordenado padre ou bispo;
- Tenha, ao administrar o sacramento, a intenção de fazer o que Cristo queria que fosse feito, ou a intenção de se identificar com as intenções de Cristo, Sumo Sacerdote.
3.2. Que diz a ICAB?
Os adeptos da ICAB afirmam que
- Seus ministros foram validamente ordenados padres e bispos, pois receberam a sucessão apostólica das mãos de D. Carlos Duarte Costa, que foi verdadeiro bispo da Igreja Católica, sagrado por D. Sebastião Leme. Embora Dom Carlos se tenha separado da Igreja Católica, conservou o caráter episcopal perenemente impresso em sua alma
- D. Carlos e os bispos que ele ordenou sempre fizeram questão de transmitir as ordens sacras segundo o ritual exato adotado pela Igreja Católica (usando mesmo o latim em algumas ocasiões);
- As missas, os batizados e outros ritos ocorrentes nas cerimônias de culto da ICAB obedecem estritamente à essência do Ritual sempre vigente na Igreja Católica.
Por conseguinte, concluem os ministros da ICAB, a Igreja Brasileira possui autênticos bispos e presbíteros, e ministra validamente os sacramentos.
3.3. E que diz a Igreja Católica?
a) Embora os ministros da Igreja Brasileira apliquem exatamente a matéria e a forma de cada sacramento, falta-lhes algo de essencial para que seus sacramentos sejam válidos, isto é, a intenção de fazer o que Cristo quis fosse feito. Na verdade, os ministros da ICAB, mediante os seus ritos, intencionam criar e desenvolver uma "Igreja" separada da única Igreja fundada por Cristo; tal "Igreja" nova já não professa as verdades do Credo Apostólico, mas se entrega ao ecleticismo religioso: protestantes, espíritas, maçons e comunistas podem ser igualmente membros da ICAB. Sim; a revista "A Patena", revista da "diocese da Baixada Fluminense" da ICAB, em seu nº 3 de 1971, 4ª capa, diz que a Igreja Brasileira "religiosamente é católica, porque aceita em seu grêmio cristãos de qualquer mentalidade, sem repelir os que sejam ou se digam protestantes, espíritas, maçons, católicos-romanos etc.". Isto significa que a Igreja Brasileira vem a ser uma sociedade filantrópica, humanitária, mas já não tem a mensagem religiosa definida que o Cristo confiou ao mundo e que o Símbolo de fé apostólico professa.
Donde se vê que a ação dos ministros da ICAB carece daquela intenção que é essencial para a validade dos sacramentos: a intenção de fazer o que Cristo faz mediante os sacramentos.
b) Já que a ICAB se ramificou, dando origem a múltiplas "Igrejas", Ordens e Irmandades independentes, já não se pode saber até que ponto nas denominações "católico-brasileiras" se conserva a fidelidade aos ritos sacramentais; com o tempo as arbitrariedades e os desvios facilmente se introduzem nas pequenas comunidades. Em conseqüência, a Igreja Católica não reconhece as ordenações conferidas pela ICAB, muito menos reconhece a autenticidade das Missas e dos sacramentos celebrados pela ICAB.
4. Observações Finais
A Igreja fundada por Cristo (cf. Mt 16,16-19) é Católica (aberta a todos os homens), Apostólica (baseada sobre a ação missionária dos doze Apóstolos) e Romana, isto é, governada visivelmente por Pedro e seus sucessores, que têm sede em Roma (como poderiam ter em Jerusalém, Antioquia, Alexandria... se a Providência Divina tivesse encaminhado Pedro e os acontecimentos iniciais da história da Igreja em rumo diverso do que realmente ocorreu).
O título de "Romana" portanto não significa que a Igreja de Cristo esteja presa aos interesses políticos da cidade de Roma ou da nação italiana; nem implica subordinação dos fiéis católicos do Brasil a uma potência estrangeira, mas apenas indica que essa Santa Igreja tem seu chefe visível, instituido por Cristo, na cidade de Roma.
Os fatos atrás apontados evidenciam a urgência de sólida catequese para o povo de Deus no Brasil.
1. Origem da ICAB
A "Igreja Católica Apostólica Brasileira" (ICAB) tem como fundador D. Carlos Duarte Costa. Este nasceu aos 21 de julho de 1888 no Rio de Janeiro e recebeu a ordenação sacerdotal a 1º de abril de 1911. Aos 4 de julho de 1924 foi nomeado bispo de Botucatu (SP). Pouco feliz foi o governo do novo prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada (devoções pouco condizentes com a reta fé); também enfrentou problemas de administração financeira e de embates políticos. Em conseqüência foi afastado de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África Ocidental); fixou então residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 o Brasil entrou em guerra contra o nazi-fascismo; nessa ocasião o bispo apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes "fascistas, nazistas e falangistas"; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita; prefaciou elogiosamente o livro "O Poder Soviético" de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em conseqüência, foi preso como comunista e enviado a uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede.
Diante dos rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas procuraram apaziguá-lo. Como isto não desse resultado, D. Carlos em 1944 foi suspenso de ordens, isto é, perdeu a autorização para exercer as funções do sagrado ministério. Esta medida de nada serviu; por isto D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945; neste mesmo dia resolveu fundar a sua Igreja, dita "Igreja Católica Apostólica Brasileira". Em vista desta atitude, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado vitandus (= a ser evitado) aos 3 de julho de 1946.
Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do "Partido Socialista Cristão", sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo Partido.
D. Carlos promoveu direta ou indiretamente a ordenação de numerosos "bispos" e "presbíteros", cuja formação doutrinária e cultural era precária. O infeliz prelado veio a falecer aos 26 de março de 1961; terminou a vida de maneira desvairada, obcecado por paixões, que se exprimiam em injúrias através do seu jornal "LUTA". Todavia um Concílio Nacional da ICAB, aos 6 de julho de 1970, chegou a atribuir-lhe o título de "Santo": "São Carlos Duarte"!
2. Doutrina e atuação da ICAB
Em matéria de doutrina, a ICAB procura reproduzir a da Igreja Católica, excluindo (como se compreende) o primado de Pedro... A sua mensagem teológica é muito diluída, visão que os seus orientadores pouco estudam. Vários destes são homens que tentaram chegar ao sacerdócio na Igreja Católica, mas, por um motivo ou outro, não o conseguiram; então passaram-se para a ICAB, onde o estudo e o acesso às ordens sagradas lhes foram extremamente facilitados. Infelizmente nota-se nos membros da hierarquia e nos fiéis da ICAB certo oportunismo, ou seja, a procura de atender a interesses pessoais: ordenação "sacerdotal" ou "episcopal", lucros financeiros mediante celebração do culto, "casamento" facilitado em favor de pessoas já casadas, "batizados" sem preparação dos pais e padrinhos... Dir-se-ia que a ICAB procura adeptos a todo e qualquer preço; lê-se, por exemplo, na Lista Telefônica de assinantes classificados do Rio de Janeiro:
"ICAB, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Paróquia São Jorge: casamento com ou sem efeito civil de pessoas solteiras, desquitadas e divorciadas. Crismas. Consagrações. Também em residências ou Clubes Realengo, Piraquara".
Dado que a ICAB se adapta às diversas oportunidades de crescer, há atualmente muitos ramos da mesma independentes uns dos outros, o que sugere a denominação "Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras" em vez de "Igreja Brasileira".
O que dá certo êxito a essa corrente religiosa, são os dois seguintes fatores:
1) A reprodução dos ritos e a conservação dos símbolos (inclusive da linguagem) da Igreja Católica. Muitas pessoas não conseguem distinguir entre a Igreja Católica e a Igreja Brasileira. Parece haver a intenção de guardar em tudo as aparências da Igreja Católica entre os responsáveis das Igrejas Brasileiras.
2) O procedimento facilitário e oportunista dos mentores da ICAB. Esta não apresenta normas definidas de Direito Eclesiástico, de modo que os seus ministros são capazes de "legitimar" religiosamente qualquer situação ilegal daqueles que os procuram. Este comportamento facilitário é, naturalmente, fonte de dinheiro, pois a ICAB sabe prevalecer-se da generosidade dos fiéis. A exploração se torna ainda mais fácil em virtude da ignorãncia religiosa de muitos cidadãos brasileiros.
A falta de estrutura doutrinária e disciplinar das Igrejas Brasileiras lhes tira a coesão desejável e faz que não tenham quase significado no cenário público do Brasil; apesar disto, conseguem penetrar dentro da população desprevenida da nossa Pátria, favorecendo o ecleticismo e solapando a vitalidade religiosa de muitos católicos.
A propósito pergunta-se:
3. Qual a validade dos ritos da ICAB?
Respondemos em três etapas:
3.1. A eficácia dos Sacramentos
a) Um sacramento é um rito mediante o qual Cristo comunica as graças da Redenção ex opere operato, ou seja, desde que o ministro respectivo aplique a matéria (água, pão, vinho, óleo) e a forma devida (as palavras que indicam o efeito da matéria).
b) Os sacramentos não são eficazes ou não conferem a graça em virtude da santidade do homem (sacerdote, bispo) que os administra mas sim por ação do próprio Cristo, que se serve do homem como instrumento de sua obra redentora. Todavia, para a validade do sacramento, requer-se que:
- O ministro tenha sido validamente ordenado padre ou bispo;
- Tenha, ao administrar o sacramento, a intenção de fazer o que Cristo queria que fosse feito, ou a intenção de se identificar com as intenções de Cristo, Sumo Sacerdote.
3.2. Que diz a ICAB?
Os adeptos da ICAB afirmam que
- Seus ministros foram validamente ordenados padres e bispos, pois receberam a sucessão apostólica das mãos de D. Carlos Duarte Costa, que foi verdadeiro bispo da Igreja Católica, sagrado por D. Sebastião Leme. Embora Dom Carlos se tenha separado da Igreja Católica, conservou o caráter episcopal perenemente impresso em sua alma
- D. Carlos e os bispos que ele ordenou sempre fizeram questão de transmitir as ordens sacras segundo o ritual exato adotado pela Igreja Católica (usando mesmo o latim em algumas ocasiões);
- As missas, os batizados e outros ritos ocorrentes nas cerimônias de culto da ICAB obedecem estritamente à essência do Ritual sempre vigente na Igreja Católica.
Por conseguinte, concluem os ministros da ICAB, a Igreja Brasileira possui autênticos bispos e presbíteros, e ministra validamente os sacramentos.
3.3. E que diz a Igreja Católica?
a) Embora os ministros da Igreja Brasileira apliquem exatamente a matéria e a forma de cada sacramento, falta-lhes algo de essencial para que seus sacramentos sejam válidos, isto é, a intenção de fazer o que Cristo quis fosse feito. Na verdade, os ministros da ICAB, mediante os seus ritos, intencionam criar e desenvolver uma "Igreja" separada da única Igreja fundada por Cristo; tal "Igreja" nova já não professa as verdades do Credo Apostólico, mas se entrega ao ecleticismo religioso: protestantes, espíritas, maçons e comunistas podem ser igualmente membros da ICAB. Sim; a revista "A Patena", revista da "diocese da Baixada Fluminense" da ICAB, em seu nº 3 de 1971, 4ª capa, diz que a Igreja Brasileira "religiosamente é católica, porque aceita em seu grêmio cristãos de qualquer mentalidade, sem repelir os que sejam ou se digam protestantes, espíritas, maçons, católicos-romanos etc.". Isto significa que a Igreja Brasileira vem a ser uma sociedade filantrópica, humanitária, mas já não tem a mensagem religiosa definida que o Cristo confiou ao mundo e que o Símbolo de fé apostólico professa.
Donde se vê que a ação dos ministros da ICAB carece daquela intenção que é essencial para a validade dos sacramentos: a intenção de fazer o que Cristo faz mediante os sacramentos.
b) Já que a ICAB se ramificou, dando origem a múltiplas "Igrejas", Ordens e Irmandades independentes, já não se pode saber até que ponto nas denominações "católico-brasileiras" se conserva a fidelidade aos ritos sacramentais; com o tempo as arbitrariedades e os desvios facilmente se introduzem nas pequenas comunidades. Em conseqüência, a Igreja Católica não reconhece as ordenações conferidas pela ICAB, muito menos reconhece a autenticidade das Missas e dos sacramentos celebrados pela ICAB.
4. Observações Finais
A Igreja fundada por Cristo (cf. Mt 16,16-19) é Católica (aberta a todos os homens), Apostólica (baseada sobre a ação missionária dos doze Apóstolos) e Romana, isto é, governada visivelmente por Pedro e seus sucessores, que têm sede em Roma (como poderiam ter em Jerusalém, Antioquia, Alexandria... se a Providência Divina tivesse encaminhado Pedro e os acontecimentos iniciais da história da Igreja em rumo diverso do que realmente ocorreu).
O título de "Romana" portanto não significa que a Igreja de Cristo esteja presa aos interesses políticos da cidade de Roma ou da nação italiana; nem implica subordinação dos fiéis católicos do Brasil a uma potência estrangeira, mas apenas indica que essa Santa Igreja tem seu chefe visível, instituido por Cristo, na cidade de Roma.
Os fatos atrás apontados evidenciam a urgência de sólida catequese para o povo de Deus no Brasil.
APARECIDA DO NORTE
Um dos maiores centros de peregrinação do país, a cidade de Aparecida, no estado de São Paulo, é anualmente visitada por milhares de romeiros em busca de graças da Virgem Padroeira do Brasil.
Aparecida situa-se às margens do rio Paraíba do Sul. Ali, no local denominado porto de Itaguaçu, pescadores encontraram em 1717 uma imagem da Virgem. Depois de lançarem as redes várias vezes sem conseguir sequer um peixe, colheram das águas o tronco de uma imagem da Virgem e, na tentativa seguinte, sua cabeça. Segundo a tradição, a partir daí, houve pesca abundante. Erigiu-se um oratório consagrado à Virgem e a posterior afluência de romeiros levou à construção de uma capela. Em 1928 Aparecida tornou-se município, sendo seu território desmembrado do de Guaratinguetá.
O papa Pio XI designou Aparecida "capital espiritual do Brasil" e, em 1967, Paulo VI concedeu ao santuário a mais alta honraria da igreja, a Rosa de Ouro. A imagem, em terracota negra e com 42cm de altura, conserva-se na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que começou a ser construída em 1939 e foi sagrada em 1980 pelo papa João Paulo II, quando a data de sua festa, 12 de outubro, tornou-se feriado nacional.
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