Nossa Senhora dos Prazeres
autor: Pe. Antônio Carlos D’Elboux,
ex-Pároco e ex-Reitor do Santuário
Em 1766, o português Morgado de Mateus, capitão-general da Capitania de São Paulo, mandou que, em vista de um projeto de extensão e defesa territoriais, começasse um povoado na região próxima do Rio Piracicaba. Também determinou ao povoador, Antônio Corrêa Barbosa, que fosse feita na nova povoação uma Capela em honra de N. Sra. dos Prazeres, que era tida por sua madrinha e deveria ser a padroeira da nova localidade. Ordenou ainda que ao lado da imagem principal no altar fossem colocadas as imagens de Santo Antônio e de São Luís, rei da França, já que se chamava Luiz Antônio, e tinha tais santos como seus protetores.
Alguns anos após a fundação do povoado, Antônio Corrêa Barbosa preferiu colocar como padroeiro o santo do seu nome, Santo Antônio. Diante das reclamações populares, o povoador teria inventado que N. Sra. dos Prazeres foi transportada por anjos, Rio Piracicaba abaixo. Antônio Corrêa Barbosa também achou melhor transferir o povoado para o lado esquerdo do Rio Piracicaba, já que o início do mesmo se dera no lado direito do rio, o lado da Vila Rezende. A mudança da povoação deu-se em 30 de julho de 1784.
Alguns historiadores piracicabanos, por ocasião dos 200 anos de criação da Freguesia (Paróquia) de Piracicaba, insistiram como bispo diocesano para que se perpetuasse a verdade histórica de que N. Sra. dos Prazeres foi a primeira padroeira de Piracicaba. Diante disso, durante uma especial sessão da Câmara Municipal e do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, na Catedral de Piracicaba, Dom Aníger Francisco de Maria Melillo, segundo bispo de Piracicaba, criou a Paróquia N. Sra. dos Prazeres, em 19 de junho de 1974, indo seu território de rio a rio e desmembrando-a integralmente da Paróquia Imaculada Conceição. Tal paróquia, porém, ficou anexada à paróquia de origem.
Quando Dom Eduardo Koaik veio para Piracicaba, no início de 1980, envidou esforços junto aos moradores da Nova Piracicaba e do Jardim Monumento para que fosse iniciada a Comunidade N. Sra. dos Prazeres. A primeira reunião aconteceu em 08 de junho de 1982. Muitas comissões se passaram, cada uma dando seu contributo para a construção do templo consagrado à N. Sra. dos Prazeres, celebrando suas sete grandes alegrias. A inauguração da Capela foi em 04 de agosto de 1984. Em 26 de agosto de 1990, foi colocada a pedra fundamental da futura Matriz.
A Paróquia foi recriada por Dom Eduardo, nosso terceiro bispo diocesano, em 31 de maio de 1996, acrescentando ao território original a Comunidade São Francisco de Assis, do Jardim Mercedes. A instalação da Paróquia e a posse do Pe. Antônio Carlos D’ Elboux aconteceram em 15 de junho de 1996. No dia 26 de julho de 2001, Dom Eduardo elevou a Igreja Matriz a Santuário Diocesano. Neste 15 de agosto, dia de Nossa Senhora dos Prazeres, às 10h, Dom Fernando Mason, nosso quinto e atual bispo diocesano, presidirá a dedicação exclusiva de nosso Santuário ao Senhor nosso Deus. Para nós é dia de grande festa que queremos compartilhar com vocês. Participem conosco!
segunda-feira, 7 de julho de 2008
NOIVA DA COLINA
NOIVA DA COLINA
Autor: Newton de Almeida Mello
Piracicaba, como estás formosa.
Como é formosa minha terra linda!
Das noivas que já viram as capelas,
Nenhuma delas te venceu ainda!
Por isso mesmo o piracicabano,
Sabendo, ufano, ser um filho teu,
No mundo inteiro há de ser bom brasileiro,
E há de honrar o nome santo
Do recanto em que nasceu!
A usina fez do campo um estandarte,
Chaminés por toda parte...
São guerreiros imortais
Gigantes que carregam altaneiras,
As olímpicas bandeiras
De teus verdes canaviais!
Autor: Newton de Almeida Mello
Piracicaba, como estás formosa.
Como é formosa minha terra linda!
Das noivas que já viram as capelas,
Nenhuma delas te venceu ainda!
Por isso mesmo o piracicabano,
Sabendo, ufano, ser um filho teu,
No mundo inteiro há de ser bom brasileiro,
E há de honrar o nome santo
Do recanto em que nasceu!
A usina fez do campo um estandarte,
Chaminés por toda parte...
São guerreiros imortais
Gigantes que carregam altaneiras,
As olímpicas bandeiras
De teus verdes canaviais!
HINO DE PIRACICABA - Foi feito em 5 minutos
Como Newton de Mello compôs o hino de Piracicaba
Autoria: Cecílio Elias Netto
Em cinco minutos, Newton de Mello contou e cantou a "saudade que punge e mata"
Professor primário, músico, poeta, boêmio, dividindo a sua vida entre Piracicaba e Araraquara, Newton de Mello foi uma figura trágica, mesmo porque a tragédia marcou-lhe a vida num crime passional. Durante muitos anos, no fim de sua vida, Newton de Mello morou na casa do médico Antonio Cera Sobrinho, na rua Rangel Pestana, esquina da Benjamin Constant. O próprio Newton de Mello nunca imaginou que a sua música se transformasse num hino da cidade que ele tanto amou.
Nos arquivos do jornal "O Diário" - ainda com o nome de "Diário de Piracicaba" - há um depoimento histórico: o testemunho do compositor Newton de Almeida Mello Campos (Newton de Mello) sobre o nascimento da música "Piracicaba", que se tornou hino oficial da Cidade e de autoria dele. O registro está numa entrevista publicada no dia 24 de abril de 1956.
A música nasceu em Rafard, na Fazenda Itapeva, onde Newton de Mello estava, saudoso de Piracicaba. Tudo foi rápido, a música nascendo de um repente. E, na noite do mesmo dia, em Piracicaba, com os amigos no antigo Bar Giocondo - onde está o Unibanco, ao lado da Brasserie - cantou pela primeira vez a canção.
Em 1975, ao almanaque de Piracicaba daquele ano, Newton de Mello revelou:
"Era o dia 9 de setembro de 1931. Lembro-me bem disso tudo. Não por vaidade, mas apenas esclarecendo um ponto para mim interessante, devo dizer que a letra e a música dessa despretensiosa canção foram compostas, simultaneamente, em cinco minutos. Outras composições minhas, nas quais havia trabalhado por vezes dias a fio, não me saíam boas como esta parecia estar. Retive-a na memória e, como na noite do mesmo dia me encontrasse em Piracicaba, entre velhos amigos, cantarolei-a para eles. Surgiu logo um violão. Aprenderam em três tempos e houve um geral entusiasmo que, de certo modo, me lisonjeou."
Segundo o mesmo Newton de Mello, o advogado, músico e jornalista Osório de Souza -- à época, um dos homens influentes do "Jornal de Piracicaba" -- não gostou. No entanto, os seresteiros começaram a divulgá-la. E Newton de Mello cita, além de Cobrinha (Victório Angelo Cobra) e Capitão, alguns deles, famosos naqueles tempos: Benigno Lagreca, José do Amaral, Lauro Catulé de Almeida, Otavião de Barros Ferraz, Décio de Toledo, Guido Olivetto, Benedito do Amaral, Antonio Diehl, Zacarias Martins, João Cozzo, Anísio de Godoy, Luciano de Cilo, Idilio Ridolfo, Inocêncio Geizer do Amaral.
A harmonização da música foi feita pelo maestro Carlos Brasiliense. A canção de Newton de Mello tornou-se oficialmente o Hino de Piracicaba, por lei municipal n.2.207, em 1975.
Autoria: Cecílio Elias Netto
Em cinco minutos, Newton de Mello contou e cantou a "saudade que punge e mata"
Professor primário, músico, poeta, boêmio, dividindo a sua vida entre Piracicaba e Araraquara, Newton de Mello foi uma figura trágica, mesmo porque a tragédia marcou-lhe a vida num crime passional. Durante muitos anos, no fim de sua vida, Newton de Mello morou na casa do médico Antonio Cera Sobrinho, na rua Rangel Pestana, esquina da Benjamin Constant. O próprio Newton de Mello nunca imaginou que a sua música se transformasse num hino da cidade que ele tanto amou.
Nos arquivos do jornal "O Diário" - ainda com o nome de "Diário de Piracicaba" - há um depoimento histórico: o testemunho do compositor Newton de Almeida Mello Campos (Newton de Mello) sobre o nascimento da música "Piracicaba", que se tornou hino oficial da Cidade e de autoria dele. O registro está numa entrevista publicada no dia 24 de abril de 1956.
A música nasceu em Rafard, na Fazenda Itapeva, onde Newton de Mello estava, saudoso de Piracicaba. Tudo foi rápido, a música nascendo de um repente. E, na noite do mesmo dia, em Piracicaba, com os amigos no antigo Bar Giocondo - onde está o Unibanco, ao lado da Brasserie - cantou pela primeira vez a canção.
Em 1975, ao almanaque de Piracicaba daquele ano, Newton de Mello revelou:
"Era o dia 9 de setembro de 1931. Lembro-me bem disso tudo. Não por vaidade, mas apenas esclarecendo um ponto para mim interessante, devo dizer que a letra e a música dessa despretensiosa canção foram compostas, simultaneamente, em cinco minutos. Outras composições minhas, nas quais havia trabalhado por vezes dias a fio, não me saíam boas como esta parecia estar. Retive-a na memória e, como na noite do mesmo dia me encontrasse em Piracicaba, entre velhos amigos, cantarolei-a para eles. Surgiu logo um violão. Aprenderam em três tempos e houve um geral entusiasmo que, de certo modo, me lisonjeou."
Segundo o mesmo Newton de Mello, o advogado, músico e jornalista Osório de Souza -- à época, um dos homens influentes do "Jornal de Piracicaba" -- não gostou. No entanto, os seresteiros começaram a divulgá-la. E Newton de Mello cita, além de Cobrinha (Victório Angelo Cobra) e Capitão, alguns deles, famosos naqueles tempos: Benigno Lagreca, José do Amaral, Lauro Catulé de Almeida, Otavião de Barros Ferraz, Décio de Toledo, Guido Olivetto, Benedito do Amaral, Antonio Diehl, Zacarias Martins, João Cozzo, Anísio de Godoy, Luciano de Cilo, Idilio Ridolfo, Inocêncio Geizer do Amaral.
A harmonização da música foi feita pelo maestro Carlos Brasiliense. A canção de Newton de Mello tornou-se oficialmente o Hino de Piracicaba, por lei municipal n.2.207, em 1975.
PIADA
Dois amigos se encontram no bar. Um deles está com um olho roxo. - O que foi que te aconteceu? - pergunta o outro. - Eu levei um frango congelado na cara, só isso! - Mas como foi que aconteceu isso? - É que ontem minha mulher estava de mini-saia e ela abaixou no congelador para pegar alguma coisa.... Eu estava atrás dela e não resisti, agarrei ela ali mesmo.
- Sério?
- Claro! E ela não queria, se remexia, e eu fiquei com mais tesão ainda, e mais ela gritava, mais eu continuava...- Pô! - E ela se debatia como uma louca, e eu cada vez com mais tesão... - Só estou imaginando a cena - diz outro, excitado. - E então, enquanto eu transava, ela conseguiu pegar um frango congelado e o jogou na minha cara!
- Mas que coisa!.... Tua mulher não gosta de transar?
- No Carrefour não...
Colaboração: Nelson Bertoncellos
- Sério?
- Claro! E ela não queria, se remexia, e eu fiquei com mais tesão ainda, e mais ela gritava, mais eu continuava...- Pô! - E ela se debatia como uma louca, e eu cada vez com mais tesão... - Só estou imaginando a cena - diz outro, excitado. - E então, enquanto eu transava, ela conseguiu pegar um frango congelado e o jogou na minha cara!
- Mas que coisa!.... Tua mulher não gosta de transar?
- No Carrefour não...
Colaboração: Nelson Bertoncellos
PAIXÃO PELO IMPÉRIO BRASILEIRO
Morrer pela Pátria e por D.Pedro I
Autoria: Cecílio Elias Netto
A paixão pela monarquia animava o patriotismo de piracicabanos
Após grave crise com os seus ministros, D.Pedro I - menos de 10 anos após a proclamação da independência - abdicou em favor do filho menor, Pedro II. Foi em 7 de abril de 1831. A crise foi séria . Falava-se em derramamento de sangue para impedir a vitória dos insurgentes.
Em Piracicaba - que era ainda Constituição - 211 homens resolveram alistar-se em defesa de Pedro I, prontos para tudo, conforme o ofício enviado pela Câmara Municipal à Regência Provisória em defesa da Majestade Imperial. Documento longo, os políticos de Piracicaba diziam, entre outras coisas: ". e podemos afiançar que tais são os votos de todo o Povo deste Município e com o qual V.M.I. e Constitucional pode contar pronta pra, por todas as vias legais, manter o governo de V.M.I. à custa de seus bens e vidas e nós seremos os primeiros a nos sacrificar assim pela causa da Pátria, marchando em massa este Município para qualquer mãos patricidas que arvorarem o estandarte da rebelião e da revolta à pessoa de V.M.I. e Constitucional. Deus guarde a V..M.I. como nos é mister."
Os heróicos patriotas piracicabanos que assinaram o documento foram José Caetano Rosa (o Alferes José Caetano, que fez o arruamento da cidade após projeto de Nicolau Campos Vergueiro), Antonio Fiusa de Almeida, Luciano Ribeiro Passos, Vicente do Amaral Gurgel, José Alves de Castro, Elias de Almeida Prado e Joaquim Antonio da Silva.
Autoria: Cecílio Elias Netto
A paixão pela monarquia animava o patriotismo de piracicabanos
Após grave crise com os seus ministros, D.Pedro I - menos de 10 anos após a proclamação da independência - abdicou em favor do filho menor, Pedro II. Foi em 7 de abril de 1831. A crise foi séria . Falava-se em derramamento de sangue para impedir a vitória dos insurgentes.
Em Piracicaba - que era ainda Constituição - 211 homens resolveram alistar-se em defesa de Pedro I, prontos para tudo, conforme o ofício enviado pela Câmara Municipal à Regência Provisória em defesa da Majestade Imperial. Documento longo, os políticos de Piracicaba diziam, entre outras coisas: ". e podemos afiançar que tais são os votos de todo o Povo deste Município e com o qual V.M.I. e Constitucional pode contar pronta pra, por todas as vias legais, manter o governo de V.M.I. à custa de seus bens e vidas e nós seremos os primeiros a nos sacrificar assim pela causa da Pátria, marchando em massa este Município para qualquer mãos patricidas que arvorarem o estandarte da rebelião e da revolta à pessoa de V.M.I. e Constitucional. Deus guarde a V..M.I. como nos é mister."
Os heróicos patriotas piracicabanos que assinaram o documento foram José Caetano Rosa (o Alferes José Caetano, que fez o arruamento da cidade após projeto de Nicolau Campos Vergueiro), Antonio Fiusa de Almeida, Luciano Ribeiro Passos, Vicente do Amaral Gurgel, José Alves de Castro, Elias de Almeida Prado e Joaquim Antonio da Silva.
MONUMENTOS TOMBADOS
Monumento da Independência e o do Grande Oficial Mário Dedini são tombado
O Monumento da Independência, situado na praça Professor Ivo Ducatti, e o Monumento Grande Oficial Mário Dedini, localizado na praça Imaculada Conceição, foram tombados pelo patrimônio histórico municipal. A declaração é do Cedepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba), que organizou, em dois meses, a catalogação dos monumentos no Inventário de Patrimônio Cultural (Ipac).
De acordo com membros do Iplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba), o processo de tombamento é importante em função da maior atenção dada à construção contemplada. Assim, com uma fiscalização mais rigorosa, a preservação é maior, impedindo-se as agressões.
O Monumento da Independência, situado na praça Professor Ivo Ducatti, e o Monumento Grande Oficial Mário Dedini, localizado na praça Imaculada Conceição, foram tombados pelo patrimônio histórico municipal. A declaração é do Cedepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba), que organizou, em dois meses, a catalogação dos monumentos no Inventário de Patrimônio Cultural (Ipac).
De acordo com membros do Iplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba), o processo de tombamento é importante em função da maior atenção dada à construção contemplada. Assim, com uma fiscalização mais rigorosa, a preservação é maior, impedindo-se as agressões.
MISS LILLY STRADLEY - 2ª Diretora do Instituto Educacional "O Piracicabano"
Piracicaba nas cartas de Lilly Stradley, diretora do "Piracicabano",1915Fonte: Memorial de Piracicaba 2002/03, de Cecílio Elias Netto
Miss Stradley chegou a Piracicaba em 1898. Morreu em 1935
Lilly Stradley foi a missionária norte-americana que por mais tempo dirigiu o Colégio Piracicabano. Chegando em Piracicaba em 1898, somente retornou a sua terra natal em 1933, tendo se integrado de tal forma aos hábitos brasileiros e locais que ao noticiar sua morte, em 1935, o "Jornal de Piracicaba" lembrou que ela contava "no nosso meio social com inúmeras amizades, não só no círculo de seus ex-alunos como fora dele, na cidade inteira".
Entre as centenas de cartas por ela enviadas a Igreja Metodista dos Estados Unidos, destaca-se a abaixo reproduzida, nos anos da I Guerra Mundial falando sobre os reflexos na comunidade e até mesmo sobre a inauguração do primeiro bonde elétrico de Piracicaba :
....." as nuvens da guerra que pairam sobre o mundo neste ano lançaram sombras muito escuras sobre o Brasil, sobrepujando demais as íntimas relações entre este país e a Europa. Outros males também se abateram sobre nós, e aqueles que confiam na ajuda dos homens tremeram. Eu devo confessar que, quando chegou o tempo de abrir a escola ( o Colégio Piracicabano), quase não tive coragem; mas aqui estamos nós, no final de um ano de sucesso, razão pela qual somos profundamente gratas.
Nosso internato não teve mais do que a metade das matrículas, por causa dos tempos difíceis que caíram sobre a classe dos agricultores, que são os que mandam a maior parte dos nossos alunos; mas, em compensação, nosso externato quase dobrou. Há vantagens nisso, porque a comida está excessivamente cara e é difícil manter o internato com alguma reserva (lucro). E o fato de nosso externato aumentar mostra, não somente que nossa pequena cidade está crescendo, mas prova que nosso trabalho é considerado bom pelos que estão próximos de nós. Sim, nossa cidade está crescendo e nós estamos muito orgulhosas de ter inaugurado neste mês o primeiro bonde elétrico.
Claro que o conceito que nós temos em Piracicaba é devido ao bom trabalho feito pelo nosso grupo de professores. Não temos somente os missionários - e a professora missionária, Miss Alexander, é muito confiável em seu trabalho - mas nós temos também um excelente grupo de trabalhadores brasileiros, os quais eu não posso elogiar demais. O trabalho que eles dedicam à Igreja e à escola é responsável e inteligente. Todos os nossos missionários e todos os nossos professores brasileiros que vivem na escola tomam parte ativa no trabalho evangélico na cidade.
Nossas finanças conseguiram fechar o ano com pequeno lucro em nosso favor. Nossa matrícula chegou a 169 alunos e nós temos 29 internos. Uma coisa que impressiona aqueles que estudam ou trabalham é a regularidade deles. Eles têm muito poucas faltas ou atrasos e a lista de chamada de fevereiro é a lista de chamada de novembro - quase nenhuma diferença.Outra coisa significativa é o pequeno número de atrasos nos pagamentos.
O número de membros da Igreja (Metodista) é pequeno (doze), e sempre varia conforme o número de internos. Uma grande porcentagem de nossos alunos é aluna da Escola Dominical, e muitos dos rapazes e moças que vêem até mim e Miss Howell para aulas de inglês, e aqueles que vêm para aulas de música, estão começando a freqüentar os trabalhos da Igreja. Todas as aulas de Inglês são dadas por Miss Howell e eu, e isso nos dá bastante trabalho; mas é também a maneira mais efetiva de ter contatos com a classe de gente que nós estamos ansiosas para encontrar. O mesmo pode ser dito do Departamento de Música.
Nossos exames finais são considerados bons e uma classe de cinco bem preparadas jovens está pronta para trabalhar..."
(Publicada na revista Woman'sMissionary Council, em 1915)
Miss Stradley chegou a Piracicaba em 1898. Morreu em 1935
Lilly Stradley foi a missionária norte-americana que por mais tempo dirigiu o Colégio Piracicabano. Chegando em Piracicaba em 1898, somente retornou a sua terra natal em 1933, tendo se integrado de tal forma aos hábitos brasileiros e locais que ao noticiar sua morte, em 1935, o "Jornal de Piracicaba" lembrou que ela contava "no nosso meio social com inúmeras amizades, não só no círculo de seus ex-alunos como fora dele, na cidade inteira".
Entre as centenas de cartas por ela enviadas a Igreja Metodista dos Estados Unidos, destaca-se a abaixo reproduzida, nos anos da I Guerra Mundial falando sobre os reflexos na comunidade e até mesmo sobre a inauguração do primeiro bonde elétrico de Piracicaba :
....." as nuvens da guerra que pairam sobre o mundo neste ano lançaram sombras muito escuras sobre o Brasil, sobrepujando demais as íntimas relações entre este país e a Europa. Outros males também se abateram sobre nós, e aqueles que confiam na ajuda dos homens tremeram. Eu devo confessar que, quando chegou o tempo de abrir a escola ( o Colégio Piracicabano), quase não tive coragem; mas aqui estamos nós, no final de um ano de sucesso, razão pela qual somos profundamente gratas.
Nosso internato não teve mais do que a metade das matrículas, por causa dos tempos difíceis que caíram sobre a classe dos agricultores, que são os que mandam a maior parte dos nossos alunos; mas, em compensação, nosso externato quase dobrou. Há vantagens nisso, porque a comida está excessivamente cara e é difícil manter o internato com alguma reserva (lucro). E o fato de nosso externato aumentar mostra, não somente que nossa pequena cidade está crescendo, mas prova que nosso trabalho é considerado bom pelos que estão próximos de nós. Sim, nossa cidade está crescendo e nós estamos muito orgulhosas de ter inaugurado neste mês o primeiro bonde elétrico.
Claro que o conceito que nós temos em Piracicaba é devido ao bom trabalho feito pelo nosso grupo de professores. Não temos somente os missionários - e a professora missionária, Miss Alexander, é muito confiável em seu trabalho - mas nós temos também um excelente grupo de trabalhadores brasileiros, os quais eu não posso elogiar demais. O trabalho que eles dedicam à Igreja e à escola é responsável e inteligente. Todos os nossos missionários e todos os nossos professores brasileiros que vivem na escola tomam parte ativa no trabalho evangélico na cidade.
Nossas finanças conseguiram fechar o ano com pequeno lucro em nosso favor. Nossa matrícula chegou a 169 alunos e nós temos 29 internos. Uma coisa que impressiona aqueles que estudam ou trabalham é a regularidade deles. Eles têm muito poucas faltas ou atrasos e a lista de chamada de fevereiro é a lista de chamada de novembro - quase nenhuma diferença.Outra coisa significativa é o pequeno número de atrasos nos pagamentos.
O número de membros da Igreja (Metodista) é pequeno (doze), e sempre varia conforme o número de internos. Uma grande porcentagem de nossos alunos é aluna da Escola Dominical, e muitos dos rapazes e moças que vêem até mim e Miss Howell para aulas de inglês, e aqueles que vêm para aulas de música, estão começando a freqüentar os trabalhos da Igreja. Todas as aulas de Inglês são dadas por Miss Howell e eu, e isso nos dá bastante trabalho; mas é também a maneira mais efetiva de ter contatos com a classe de gente que nós estamos ansiosas para encontrar. O mesmo pode ser dito do Departamento de Música.
Nossos exames finais são considerados bons e uma classe de cinco bem preparadas jovens está pronta para trabalhar..."
(Publicada na revista Woman'sMissionary Council, em 1915)
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