segunda-feira, 7 de julho de 2008

IDIARTE MASSARIOL - ex - Jogador do Futebol do XV de Piracicaba

O xerife quinzista de todos os tempos
Ninguém, como Idiarte Massariol, simboliza a saga do Nhô Quim. Ele é a síntese de uma história
Quem for contar a história do XV de Novembro de Piracicaba não pode se esquecer de Idiarte Massariol. Afinal, Idiarte poderia ser definido como o símbolo da raça quinzista. Já contava o jornalista Delphim Ferreira da Rocha Netto, que foi considerado o guardião da memória do "Nhô Quim", em artigo publicado em "O Diário" do dia 4 de janeiro de 1970. "Antes de começar qualquer partida, o grande zagueiro central Idiarte tinha o costume de andar na pequena área, de um lado para o outro. A seguir, traçava com o bico da chuteira um risco e gritava para os companheiros: 'Daqui ninguém passa!". Quer raça maior que essa? Hoje Idiarte, ao comentar o passado, se refugia na modéstia e não acha que tenha sido o grande símbolo do XV. "Acho exagero, passaram tantos pelo time e nem vi todos, não me considero melhor que ninguém", diz ele. Idiarte está com 84 anos. Mora com a mulher num amplo sobrado na rua Regente Feijó. A idade não aparece no físico, vantagem de quem sempre foi um atleta. "Só acho chato que às vezes a lembrança de datas fica meio ruim", conta ele, com um jeito doce e sincero. Idiarte também se angustia um pouco, numa entrevista, com essa mania de jornalista de querer as datas certinhas ou definições definitivas sobre a importância disso ou daquilo. Mas Seu Idiarte nunca perde a classe. Se nos tempos em que atuava nos gramados era ele quem impunha ordem na zaga e não fugia da briga, hoje Idiarte é um gentleman.
Carreira
"Eu comecei a jogar no XV no final dos anos 30 e fiquei uns 20 anos. Sempre pelo time, só joguei um tempinho no Santos", resume ele. Os arquivos de Rocha Netto registram que Idiarte atuou com a camisa preta e branca de 1939 a 1958. No total, nada menos de 524 partidas, em que marcou 58 gols, média que parece pequena, mas é bom lembrar que ele atuou a maior parte da carreira na defesa. "Quase sempre fui zagueiro central, mas também já atuei como lateral-esquerdo, centro-avante e um tempinho até como goleiro", conta. Muito antes de virar moda, Idiarte Massariol era o que se chama de jogador polivalente.
E nervoso também, dizem as boas e as más línguas. Ele acha graça dessa fama. "O pessoal é meio exagerado", desconversa. Mas o cronista Rocha Netto registrou no suplemento "Gazeta Esportiva", de setembro de 1954. "Não se compreende o XV sem aquele rapaz alto, loiro e nervoso quando o juiz apita coisas que não existem, pois Idiarte é uma garantia na zaga do querido preto-e-branco. Os árbitros sabem bem do seu gênio. Por qualquer 'dá cá aquela palha', ele aparece na súmula do jogo".
Idiarte diz que isso eram "coisas da juventude". Hoje, o que prefere destacar de sua longa carreira são as vitórias importantes. "Acho que um dos jogos mais emocionantes para mim foi quando o XV foi campeão do interior jogando no Parque Antártica", afirma. A tal partida foi realizada em 13 de fevereiro de 1949 e o alvinegro venceu a Linense por 5 a 1, ficando com o título de primeiro campeão da Lei de Acesso. Ao lado dele, jogaram Ary, Elias, Strauss, Cardoso, Adolfinho, De Maria, Sato, Picolino, Rabeca e Gatão. Outro ano marcante foi 1946, quando o zagueirão virou artilheiro, marcando 22 gols em 33 jogos. Foi o retorno do filho pródigo, já que Idiarte passou 11 meses de 1945 vestindo a camisa do Santos, mas voltou de tanto o público pedir. "A torcida sempre foi muito carinhosa comigo", conta.
Sem mágoa
Natural, já que Idiarte começou no XV ainda no time infantil, em 1934, ao lado de Rabeca e Pedrinho Fidélis. Em 1938, ele já era figura destacada da Liga Esportiva Piracicabana de Estudantes. Estreou no Campeonato Regional Amador no dia 23 de outubro de 1938, defendendo o Sorocabana Futebol Clube, que empatou em 2 a 2 com o União de Rafard, jogando na

ESPORTE CLUBE XV DE NOVEMBRO DE PIRACICABA

HINO DO XV
Autoria: Anuar Kraide e Jorge Chaddad

Salve o XV de Novembro,
Glorioso esuqdrão!
Na vitória ou na derrota
Está em nosso coração!
No basquete e no futebol
É motivo de vaidade,
Pioneiro da lei do acesso,
Engrandece nossa cidade!
Vamos XV pra frente,
Outra vitória conquistar!
Destemido e valente
Só nos pode orgulhar!
Vamos XV pra frente,
Outra vitória conquistar!
A torcida está presente,
Para sempre incentivar!
XV!, XV!, XV!
Vitória!

Nota: Só por este Hino maravilhoso, o XV de Piracicaba merece receber da população mensalmente, R$1,00 (hum real) que vem na sua conta de Água - SAMAE. Ajude o XV a voltar novamente ser o grande esquadrão do interior paulista.

ALBERTO CURY - EX-PREFEITO DE PIRACICABA

Ex-prefeito recusa título de cidadão piracicabano
Fonte: Memorial de Piracicaba 2002-03,

de Cecilio Elias NettoAutoria: Beatriz Elias
Pelo menos uma vez em sua história, a Câmara dos Vereadores teve rejeitado um título de Cidadão Piracicabano, homenagem concedida pelos edis, anualmente, a várias pessoas que tenham se destacado ou realizado algum tipo de atividade de especial importância para a cidade.
Aconteceu em 1967, quando o ex-prefeito Alberto Coury recusou formalmente a homenagem alegando­se "moralmente recompatibilizado" com o Legislativo, que havia rejeitado as contas de sua admistração como prefeito municipal. Coury reclamava, inclusive do fato de que os vereadores tivessem deixado de remeter a prestação de contas à Justiça " a fim de que a verdade fosse devidamente apurada, dando-me o elementar princípio de defesa a que todo cidadão tem direito, ainda mais quando se trata do manuseio do dinheiro público".
Alberto Coury encaminhou sua decisão diretamente ao então presidente da Câmara, Francisco Antônio Coelho, solicitando-lhe que pedisse ao prefeito Luciano Guidotti que vetasse o projeto para evitar maiores constrangimentos, já que ele não aceitaria o título.

ESMOLA PRA SÃO JOSÉ - POEMA






















Ismola Pra São José
Autor: Zé Laurentino
Intérprete: Rolando Boldrin
Tem certas coisa, Seu Môço, Que eu não gosto muito não. Pur inzêmplo: Ôvi contá história de operação, De arracamento de dente, Ôvi história de briga... Eu posso inté escuitá, Mai me dá uma fadiga!
E ôta coisa, Seu Môço, Que, de bom gosto, eu nun faço: É dá ismola a quem pede, Cum Santo dibaxo do braço! Pruquê eu acho que o Santo Nun tem muita precisão. Afinár, eu nunca vi Um Santo comê feijão!
Mais, pru má dos meus pecado, Ou, pru minha pouca fé, Tudo dia, lá em casa, Passa um veínho, andano a pé. Pru sinal, muito filiz, Cantarolano, e tal, Chega na minha porta, Bate palma e diz: - Ismola pa São Jusé!...
O diabo da muié, Que é muito curvitêra, - Eu nunca vi uma muié, Qui nun fosse rezadêra! - Adiquére um tanto quanto, Corre e vai dá lá pro Santo. Qué dizê, pro santo, Pro véio fazê a fera!
De manhã, logo cedin, Eu vou tomá meu café, Quando dô fé, ó o grito: -- Ismola pa São Jusé!... -- Ôooo!... Mais isso foi me encheno o saco, Mais me encheno pru dimais! Um dia, cheguei em casa, Cum a barguía da carça virada pa tráis,
Sentei num tôco de pau, Tumei uma de rapé, Quando, de repente, ouvi o grito: --Ismola pa São Jusé!... Pra móde dá a ismola, A muié se arremecheu. Eu fui e gritei: -- Num vá não! Dêxa! Hoje, quem vai dá essa esmola sô eu!
Quando eu cheguei na porta, O velho teve um espanto. Eu fui e disse: -- Vá trabaiá, vagabundo! Qui eu num dô ismola pra santo! Troque o santo numa enxada! Dêxa de ser preguiçoso! Santo num carece de esmola, rapaiz, Dêxa de ser... mintiroso!...
O véio me oiô, e me disse: -- Que São José te perdoe! E, se Deus tivé te ouvino, Que Ele te abençoe! E que cubra tua casa de Paiz, Amô, União, Sussêgo, Prosperidade, Confôrto e Cumpriensão! E, se um dia o sinhô pricisá desse veinho, Ele não mora tão perto, Mai eu lhe insino o caminho:
Mora no sítio Cauã, Onde já viveu meu pai, À direita de quem vem, À esquerda de quem vai! E, se um dia o sinhô passá Pur ali, com pricisão, De fome o sinhô num morre, Tomém num drome no chão!
Quando o Véio disse aquilo, Eu senti, naquele instante, Como seu eu fosse uma... Uma frumiga, Sob os pé de dum elefante!... Fiquei com as perna tremeno! Digo e num peço segrêdo: Óia, aquele véio me deu ma surra, Sem me tocá com um dedo!...
Eu, com tanta ignorança! Ele, tanta mansidão! Fêiz eu pagá muito caro, Minha farta de cumpriensão!
Então, naquele momento, Eu gritei pra Salomé, Mandei trazê, pro Veinho, Uma boa xícara de café, E fui, correno, contá meu dinheiro: Tinha somento um cruzêro! Dei tudin pra São José!!!

MISS MARTHA WATTS

A escrava alforriada de Martha Watts
Fonte: Memorial de Piracicaba, 2000, do autor

Autoria: Cecílio Elias Netto
Prudente de Moraes preparou, a pedido de Martha Watts, a carta de alforria de Flora
Documento precioso se encontra no Centro Cultural Martha Watts, Museu Prof.Jair de Araújo Lopes", do Colégio Piracicabano. Trata-se da carta de alforria da escrava Flora Blumer, que foi cozinheira daquele colégio. A história é das mais edificantes.
A escrava Flora nasceu em Porto Feliz, em 1833, na fazenda de Matias de Toledo, que era tio da Baronesa de Porto Feliz. Em 19 de abril de 1875, a escrava Flora foi vendida a Pedro Blumer, em Piracicaba, que foi um dos primeiros a criar máquina industrial no Estado de São Paulo. (Da família Blumer, origina-se a mãe do escritor Thomas Mann.) Miss Martha Watts - que chegara a Piracicaba em 1881 - era amiga da família Blumer e precisava de uma cozinheira para o recém criado Colégio. Sendo amiga dos Blumer, que eram luteranos, Miss Martha Watts "comprou" a escrava Flora - que levava o nome de seus "donos", Blumer, tornando-se Flora Blumer de Toledo mais tarde - dando-lhe carta de alforria, registrada no 2. Cartório de Notas de Piracicaba, livro 33, folhas 45, datada de 25 de novembro de 1881. O procurador de Miss Martha Watss era o futuro presidente da República, dr.Prudente de Morais.
Flora Blumer de Toledo, a escrava alforriada, tornou-se, em 1833, membro da Igreja Metodista Central, tendo adquirido bons conhecimentos da língua inglesa, acompanhando o Rev.Koger, pastor metodista, a uma viagem de férias aos Estados Unidos. Flora trabalhou no Colégio Piracicabano até 1893, quando morreu, e foi enterrada no antigo cemitério dos protestantes, hoje Cemitério da Saudade, porem com a nova estruturação das quadras atuais, a sepultura da escrava Flora Blumer de Toledo desapareceu. , e até hoje não é mais possivel fazer uma localização exata.

PONTO TURISCO DE PIRACICABA

O Engenho Central de Piracicaba foi constituído por Estevão Ribeiro de Souza Rezende, o Barão de Rezende, em 19 de janeiro de 1881, com o capital de Rs. 400:000$000, com equipamentos importados da França. Em novembro desse mesmo ano os materiais já estavam em Piracicaba para serem montados pelo Dr. André Patureaux (p. 83). Em julho de 1882, já estava decidida a construção de uma estrada de ferro que margearia o rio Piracicaba, partindo da cidade no sentido do Canal Torto, ponto terminal dos vapores da Companhia Fluvial durante a estação seca, numa iniciativa do Engenho Central e da Cia. de Navegação Fluvial Paulista (p. 90). Em 10 de março de 1883, a lei Provincial 12 concedia à Cia. Engenho Central de Piracicaba privilégio para estabelecer uma linha de bondes. Os bondes jamais foram implantados nessa linha, mas é possível que dessa lei tenha resultado as linhas internas do Engenho (p. 95). Em junho de 1886, o Engenho transferiu parte desse privilégio para a Companhia Ytuana, exatamente o que tratava do tráfego de bondes - parece que a Ytuana precisava disso para cruzar a cidade com seus trilhos para seguir da estação de Piracicaba para a cidade de São Pedro (p. 124).
Em março de 1888, o Engenho passa a ter um único dono: o próprio Barão de Rezende (p. 147). Em 22 de junho de 1891, o Barão vende o Engenho à Cia. Niagara Paulista (p. 198). A 29 de abril de 1899, a Societé de la Sucrerie de Piracicaba, fundada em 2 de abril do mesmo ano, compra o Engenho Central (p. 285).
Os trilhos da ferrovia do Engenho Central passavam pela mesma ponte por onde passavam os trilhos da Cia. Sorocabana e Ytuana em 1899. Os trens tinham de anunciar sua passagem pela ponte com 5 minutos de antecedência (p. 290/293). Em agosto de 1899 a Sucrerie compra a Fazenda Santa Rosa (p. 290).
Segundo Leandro Guerrini, em 1970, as linhas férreas ainda estavam em atividade (p.95). (Fonte dos parágrafos acima: História de Piracicaba em Quadrinhos, Leandro Guerrini, IHGP/IOMP, Piracicaba, 1970)
Em 1903, as fazendas que compunham o Engenho Central eram: Santa Lydia e São Luiz, Cayapia, Santa Rosa, Santa Cruz e Engenho. Além dessas, o Engenho Central arrendava para plantio as terras das fazendas Lenheiro, Algodoal, Terras do Barão, Enxofre e Kannebley. No mesmo ano, falava-se em prolongar em 4 ou 5 quilômetros a estrada de ferro na fazenda Santa Rosa (nota: não sei se isto efetivamente ocorreu). As máquinas e vagões do Engenho Central podiam também trafegar pelas linhas da Cia. União Sorocabana e Ytuana, de acordo com contrato na época. Algumas fazendas do Engenho, como a de Cayapia e a de Santa Lydia estavam tão distantes do Engenho que transportavam canas somente pela CUSY pois as ferrovias próprias não chegavam até lá. "A usina dispõe (em 1903) de uma estrada de ferro de 19 km de comprimento, com bitola de 1 m, de 4 locomotivas (sendo que uma delas, de 10 t está emprestada À Villa Rafard, e as demais, de 15, 18 e 20 t) e de 75 vagões. Estes últimos são de diversos modelos, podendo carregar de 3 a 10 t. (...) Em decorrência de um antigo acordo, da cessão à CUSY de uma linha pertencente à Usina, a de Santa Lydia, a Sociedade açucareira de Piracicaba adquiriu o direito de trafegar, com seu próprio equipamento, em toda a linha ao norte do rio Piracicaba. (...) Infelizmente, a CUSY é mal administrada e as dificuldades de tráfego para nós são numerosas" (Usinas Açucareiras de Piracicaba, Villa Rafard, Porto Feliz, Lorena e Cupim, Missão de Inspecção do Senhor J. Picard, Engenheiro, de 1 de março a 15 de julho de 1903, Editora Hucitec, Editora Unicamp, São Paulo, 1996, p. 61).
Existe ainda pelo menos uma locomotiva que trafegou pelo Engenho, e não é nenhuma das citadas acima por Picard, em 1903. Esta máquina a vapor, uma Baldwin de 1913 1-6-2ST, ainda é operacional e está na ABPF de Campinas, na estação ferroviária de Carlos Gomes, com o número 5, tendo rodado também na Usina Villa Rafard (também da Sucrerie) e nas Indústrias Villares, de acordo com o livro Inventário das Locomotivas a Vapor do Brasil, Memória Ferroviária, de Regina Perez (Notícia & Cia., 2006).

VULTOS HISTÓRICOS DE PIRACICABA - DR. JORGE CURY

Dr. Jorge Coury
Nasceu na cidade de Rio das Pedras, Estado de São Paulo, no dia 11 de outubro de 1911. Foi o quarto filho dos treze tidos pelo casal Massyd Coury (libanês) e Rosina Figurelli (italiana), que casados no Líbano, emigraram, logo depois, para o Brasil. Sua infância Jorge Coury viveu, em sua cidade natal, onde frequentou o Grupo Escolar "Barão de Serra Negra", e matriculou-se em seguida no Colégio Arquideocesano de São Paulo. Em 1929, concluiu com brilhantismo o curso secundário e ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Na Academia do Largo São Francisco, onde se fez notar por seu espírito alegre e comunicativo e pela sua dedicação aos estudos, completou em quatro anos o curso superior. Eclodido o Movimento Armado de 1932, Jorge que contava 20 anos de idade, empolgado pelo ideal constitucionalista alistou-se como soldado no Batalhão "14 de julho", Servindo na frente de Buri, conquistou no começo da luta o posto de cabo e logo depois sargento. Ao socorrer um adversário, foi preso e este mesmo o salvou da morte certo explicou aos companheiros da farda, que ele não era o responsável pelos ferimentos.
Assim ele foi removido para a Ilha das Flores e lá ficou até o término da Revolução Constitucionalista. Jorge Coury bacharelou-se em 1933, em Ciências Jurídicas e Sociais e veio a Piracicaba, onde residia sua família. Aqui exerceu sua profissão, militou também na política, onde por expressiva votação foi eleito vereador à Câmara Municipal em 1935. Com golpe de Estado em 1937, que implantou o regime ditatorial no País, abandonou a política partidária. Na década de 1930, lecionou na Faculdade de Direito de Piracicaba até a sua extinção. Integrou durante 14 anos o corpo docente da Escola Técnica de Comércio "Cristovão Colombo". Além disso, contribuiu, decisivamente, para a instalação do Colégio "Dom Bosco desta cidade, que ao lado do primeiro diretor da instituição, o incansável Pe. Baron, lutou durante anos pela construção do edifício localizado na Cidade Alta. Como profissional competente, probo e combativo, dispensava especial atenção aos humildes e desamparados, sem retribuição do seu trabalho. No terreno assistencial, empenhou-se muito nas campanhas em prol do Dispensável dos Pobres, do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, do Lar Franciscano de Menores e outras instituições de caridade. Faleceu Dr. Jorge Coury repentinamente, em São Paulo, a 7 de julho de 1951, quando em trânsito para o Rio de Janeiro, onde iria cuidar de assunto pertinente a instalação de uma indústria em sua cidade natal.